O Tempo Avança Por Sílabas
2024
Pondo rezas nos lábios
2023
Objeto Dança
2021
No silêncio da praça avista-se o nosso terraço de nuvens
2019
Agora
2017
Os malefícios da dança
2013
Procissão K2
2012
Pan Órama
2011
Sub Rosa
2010
Na Minha Parede Escarlate Retratos
2009
IB & JS
2009
Procissão K
2008
A Visita do Rinoceronte
2008
10 minutos
2008
Alugo-me para sonhar
2007
O Baile
2005
Olívia
2004
Là Où Je Dors
2002
Pó
2002
Quarto Escuro
2001
Delete
1999
Acidente de Automóvel Cor-de-Laranja 10 Vezes
1998
Hamlet Machine
1997
Screen 24 fracturas expostas
1997
Eléctrica
1996
Perigo de Explosão
1995
3ª Estação
1994
Os vestidos que eu lhes emprestei já não são meus
1993
Sobressaltos in-de-gestos
1992

Agora

2017
© Daniel Pires

Isabel Barros apresenta uma performance para a qual convoca dois grandes amigos e cúmplices de vida artística: Regina Guimarães, a quem pediu que escrevesse um texto original, e Vítor Rua, que convidou a improvisar e a acompanhar musicalmente a performance na galeria da Cooperativa Árvore.
Interessava-lhe falar da paisagem onde habita, a paisagem de si. O texto fala-nos de um mar de dentro. Na improvisação, com Vítor Rua, Isabel Barros deu voz à escuta dessa estranha fronteira, incorporando o texto talhado especificamente para um momento único e irrepetível: “Agora”. A música suspende cinematograficamente uma paisagem de pensamentos que se procuram e se confrontam, dentro de uma sala friamente marcada por uma parede branca, que Isabel percorre devagar e linearmente, de uma extremidade à outra da galeria. À medida que percorre o espaço vazio, vai soltando as páginas do texto para no fim saltar em voo livre: o movimento da dança acaba por acontecer, passando a ser exclusivamente habitado pelo espaço da música. Em conjunto, Isabel Barros e Vítor Rua são transportados numa espécie de tapete voador, que começou por ser um objecto distante, para passar a ser espaço da experiência e acabar por se transformar em disforme porto de abrigo, onde se sonha.
A performance, composta por dança, música e literatura, traduziu-se numa fuga ao espaço onde afinal nos escondemos. Apresentada com uma grande carga biográfica, sustentou-se numa grande cumplicidade entre arte e vida.

Paula Pinto

Ficha técnica

direção, coreografia e performance: Isabel Barros
compositor: Vítor Rua
texto original: Regina Guimarães

Agora, performance inserida no Ciclo Olhar a Eternidade, curadoria: Albuquerque Mendes

Galeria

Vídeo