Uma cidade verde, com alma azul, num dia castanho
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Numa tarde de Outono, as cores invadem o meu pensamento.
Se perguntar qual a cor do Porto, creio que é para quase todos, azul.
Azul do mar, do céu, da marca Porto.
Hoje azul é também a sua identidade gráfica. Viver no Porto é viver numa cidade de cor imaterial, uma espécie de pintura entre o céu e a terra. Acredito que através dessa cor tão profunda, temos sabido encontrar o futuro, de forma harmoniosa.
E uma cidade azul também pode ser verde?
– Sim!!!
Sim, responde a alma azul.
O Porto é cada vez mais um lugar verde, de um verde profundo, de mudança em direção a uma maior atenção e consciência pela natureza, pelo futuro.
O verde é a cor do reino vegetal, a cor que nos devolve a esperança.
Hoje a cidade tem estratégia para o ambiente. Cuidar do ambiente é talvez a maior caricia que podemos fazer, um grande gesto de amor e de atenção com o futuro.
A cidade, tem revelado um olhar muito atento com o Ambiente.
A educação ambiental, uma questão fundamental que para alguns ainda parece algo doutro planeta, começa a ser algo concreto.
A eco-agenda, editada pela Câmara Municipal do Porto é um guia para estes assuntos. Nela encontramos informações sobre as estratégias, sobre serviços, sobre formas simples para tratar assuntos concretos, por exemplo indicações sobre compostagem caseira, contactos úteis, entre outras coisas e ainda lembrança de dias importantes para estas causas.
Viro a página da minha eco-agenda, para preparar a semana e encontro uma frase sobre o mês que agora começa:
Outubro quente traz o diabo no ventre. Sorrio e fico a pensar…
Que bom nascer numa cidade verde, com alma azul, num dia castanho.
Texto publicado originalmente no site Porto 24, outubro 2016
Publication details
- Authors
- Isabel Barros
- Year
- 2016
- Language
- português