Artigo

Uma cidade verde, com alma azul, num dia castanho

2016

Texto Integral

Numa tarde de Outono, as cores invadem o meu pensamento.
Se perguntar qual a cor do Porto, creio que é para quase todos, azul.
Azul do mar, do céu, da marca Porto.
Hoje azul é também a sua identidade gráfica. Viver no Porto é viver numa cidade de cor imaterial, uma espécie de pintura entre o céu e a terra. Acredito que através dessa cor tão profunda, temos sabido encontrar o futuro, de forma harmoniosa.
E uma cidade azul também pode ser verde?
– Sim!!!
Sim, responde a alma azul.
O Porto é cada vez mais um lugar verde, de um verde profundo, de mudança em direção a uma maior atenção e consciência pela natureza, pelo futuro.
O verde é a cor do reino vegetal, a cor que nos devolve a esperança.
Hoje a cidade tem estratégia para o ambiente. Cuidar do ambiente é talvez a maior caricia que podemos fazer, um grande gesto de amor e de atenção com o futuro.
A cidade, tem revelado um olhar muito atento com o Ambiente.
A educação ambiental, uma questão fundamental que para alguns ainda parece algo doutro planeta, começa a ser algo concreto.
A eco-agenda, editada pela Câmara Municipal do Porto é um guia para estes assuntos. Nela encontramos informações sobre as estratégias, sobre serviços, sobre formas simples para tratar assuntos concretos, por exemplo indicações sobre compostagem caseira, contactos úteis, entre outras coisas e ainda lembrança de dias importantes para estas causas.
Viro a página da minha eco-agenda, para preparar a semana e encontro uma frase sobre o mês que agora começa:
Outubro quente traz o diabo no ventre. Sorrio e fico a pensar…
Que bom nascer numa cidade verde, com alma azul, num dia castanho.

 

Texto publicado originalmente no site Porto 24, outubro 2016

Dados da publicação

Autores
Isabel Barros
Ano
2016
Idioma
português